Câncer
O capitulo mais fascinante da cura do câncer começou a ser escrito. Nas décadas passadas, a maioria das vitimas não sobreviviam para contar sua historia. Hoje, quase 70% dos que recebem o diagnostico vão vencer a doença. Os tratamentos e drogas mais avançados deram ao mundo algo que não estava programado: um sentido mais profundo para o cotidiano. Essa nova categoria de pessoas, as que sobrevivem ou convivem com o câncer, faz o que ninguém esperou delas. Ensina a viver. Nessa colcha de retalhos tecida em cores fortes, a morte aparece para lembrar da urgência da vida.
O médico e escritor, Drauzio Varella diz: “Vivemos como se a vida fosse eterna, nosso espírito correndo atrás do corpo, sem tréguas. Quando a possibilidade da morte se impõe, passamos a viver a vida com a consciência do limite, sem perder tempo com coisas sem importância ou adiando planos. Passamos a nos concentrar no que é essencial em nossa vida. A compreensão de que a vida é grandiosa, porem limitada, é transformador”.
Essa é a grande lição que a geração de sobreviventes de câncer tem trazido ao mundo. Eles não são os únicos a ser bafejados pela morte. Acontece o tempo todo com gente que passou por acidentes, por exemplo. Mas quem teve câncer empreendeu uma batalha pela vida que significou acordar e dormir com medo de morrer, teve o corpo gritando dia após dia, ficou com marcas que vão da perda total de cabelos e pêlos do corpo até amputações.
E, ao vencer esse purgatório, precisa periodicamente submeter-se a exames para detectar se o mal não voltou a deformar as células. Os sobreviventes do câncer são obrigados a lembrar, com hora marcada, da finidade da vida.
Próstata sem preconceito.
Cada vez mais atentos ao câncer de próstata, que atinge 17% da população masculina acima de 50 anos, os homens encontram grandes chances de recuperação. Com a evolução dos tratamentos, a doença já pode ser erradicada em mais de 75% dos casos. Até o risco de impotência sexual e incontinência urinaria após a extração do órgão tem sido reduzido com a adoção de enxertos nervosos. Dois exames de diagnostico continuo indispensáveis: o toque (avaliação da dimensão da glândula, feito através do ânus) e a analise dos níveis da proteína produz pela próstata (PSA). Um estudo europeu desmentiu a velha tese de que os adeptos do ciclismo precisam abrir mão do esporte antes do teste. A atividade física e a pressão sobre a próstata não mascaram os resultados.
Quimioterapia
Tornou-se mais eficaz a quimioterapia para combate do câncer de pulmão, o que mais mata no mundo. Quando o tratamento é aplicado depois da retirada do tumor, as chances de cura variam de 55% a 85%. A conclusão baseia-se em uma pesquisa realizada em 33 países. O uso de quimioterápicos de última geração antes da cirurgia também reduz o tamanho dos tumores e facilita a operação, demonstra estudos do Instituto Nacional do Câncer.
Cigarro: o grande vilão
O Nacional Câncer Institute, nos EUA, estabeleceu uma curiosa ligação entre o câncer de pâncreas e a saúde bucal dos fumantes. Quando mais dentes perdidos, mais risco de sofrer da doença. Bactérias que proliferam na boca dos fumantes e atacam os dentes também produzem agentes cancerígenos digestivos.
A escolha do tratamento
Um novo campo da medicina, a farmacogenômica, tem ajudado na escolha da melhor quimioterapia para cada paciente. Ainda experimental, a análise de características genéticas do tumor indica se o tratamento conseguirá erradicar todas as células malignas e estima o tempo de sobrevivência.
Vírus contra o tumor
Um vírus inteligente, criado especialmente para atacar células malignas, conseguiu erradicar tumores no cérebro de camundongos. A estratégia desenvolvida pelo M. D. Anderson Câncer Center, no Texas, começou a ser testada em 2004. O pulo-do-gato é que o microrganismo ataca apenas as células cancerígenas. Quando elas são totalmente destruídas, o vírus também morre.
Ressonância é melhor
A ressonância magnética é mais eficaz do que a mamografica na detecção precoce de câncer de mama em mulheres de alto risco – que herdaram mutações nos genes BRCA 1 e BRCA 2. Três estudos apresentados na reunião da Sociedade Americana de Oncologia Clinica, em junho de 2003, já influenciam a escolha do método.
COMO PREVINIR
Uma pesquisa realizada pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica comprovou que a população ainda tem dúvidas sobre a prevenção. Das 1000 pessoas entrevistadas em maio nos EUA, 12% ainda acreditam que não podem fazer nada para evitar o câncer.
A seguir os conselhos da instituição.
1. Espante a preguiça;
A atividade física reduz o risco de ter alguns tipos de câncer.
2. Atenção ao prato;
Alimentação rica em legumes e frutas, pobre em gordura animais e sem excessos calóricos reduz o risco de câncer.
3. Proteja-se o ano inteiro;
O protetor solar deve ser utilizado no dia-a-dia, e não apenas durante as férias na praia.
4. Fique longe do cigarro;
Definitiva mente, não é por falta de informação que as pessoas continuam consumindo cigarros. Ele é um dos principais vilões do câncer.
5. Olho na balança;
A obesidade é responsável por um terço dos casos de câncer.
6. Cuide de família;
De 5 a10% doa casos de câncer são hereditários.
Todas as pessoas devem passar por exames regularmente.
Fonte: Revista Época julho de 2003.
Apesar do Brasil não estar entre um dos países com maior taxa de mortalidade por câncer, ele é a segunda causa de morte em território nacional, correspondendo a cerca de 13% do total dos óbitos.
O câncer é, na verdade, o termo empregado para designar um conjunto de mais de 100 doenças que possuem em comum o crescimento desordenado de células que invadem os tecidos e órgãos. A chamada metástase acontece quando ele se espalha para outras partes do corpo. Estas células consideradas "malignas" se dividem rapidamente e, por serem muito agressivas, determinam a formação de tumores, que nada mais são do que o acúmulo de células cancerosas.
Cigarro e álcool são os vilões do câncer
Os hábitos de vida estão na origem de muitos tumores malignos. Dentre os vilões, o tabaco está relacionado ao desenvolvimento de câncer de laringe, pâncreas, boca, mama, bexiga e esôfago.
A maioria dos casos de câncer (80%), segundo o Instituto Nacional do Câncer - Inca, está relacionada ao meio ambiente, onde se encontra grande número de fatores de risco. Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente ocupacional (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos), o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida).
Dentre os hábitos de vida, quem bebe e fuma corre muitos riscos. Assim como o cigarro, o excesso de álcool está relacionado ao surgimento de câncer porque também interfere nas mutações celulares. Combinado a outros fatores maléficos, o uso abusivo de álcool potencializa o desencadeamento do câncer. Aumentam o risco para tumores da cavidade oral, esôfago e fígado. Isso porque o álcool inibe a absorção das vitaminas A, D, E e K, que são protetoras do epitélio. Torna mais fácil a entrada dos carcinógenos que estão no tabaco. A bebida também desencadeia outros comportamentos desregrados, como a má alimentação.
O cigarro é o grande vilão do câncer de pulmão, principal causa de morte por neoplasia maligna em todo o mundo. Quanto maior o tempo de vício, maior o risco da doença. Além de ser associado ao câncer de pulmão, o tabaco também está relacionado ao desenvolvimento de câncer de laringe, nariz, pâncreas, boca, mama, bexiga, esôfago e colo do útero.
O câncer de pulmão é um tumor extremamente agressivo e silencioso. Sintomas como de tosse persistente, asma ou bronquite, falta de fôlego e dor no peito costuma surgir quando já há estágios avançados. A Sociedade Americana de Cancerologia, conforme o Inca, estimou para 1998 cerca de 175 mil mortes por câncer causadas pelo uso do tabaco e mais 19 mil mortes relacionadas ao uso excessivo de álcool, freqüentemente ligado ao uso do tabaco.
Fonte: www.inca.com.br
O maior causar de morte entre as
mulheres, é relativamente raro antes
dos 35 anos, tem sua incidência
aumentada rapidamente após essa
faixa etária. Quando detectado no
início, o índice de sucesso no tratamento
chega a 90%. Na maior parte das
não se faz necessária a retirada da
mama, apenas parte dela. Entretanto,
se isto ocorrer, a reconstrução imediata
por meio de cirurgia plástica oferece
excelente resultados.
Os sintomas são
nódulo ou tumor no seio, acompanhado
ou não de dor, também podem ocorrer
alterações na pele que recobre a mama,
como abaulamentos, retrações ou
aspecto semelhante à casca de uma
laranja, e nódulos nas axilas. O
exame clínico e a mamografia são
as formas mais eficazes para detectar
o problema assim como o auto-exame.
A pele é o maior órgão do corpo
humano. É dividida em duas camadas:
uma externa, a epiderme, e outra
interna, a derme. A pele protege o
corpo contra o calor, a luz e as
infecções.
Ela é também responsável pela
regulação da temperatura do corpo,
bem como pela reserva de água,
vitamina D e gordura.Embora o
câncer de pele seja
o tipo de câncer mais freqüente,
correspondendo a cerca de 25% de
todos os tumores malignos registrados
no Brasil, quando detectado
precocemente
este tipo de câncer apresenta
altos percentuais de cura.
As neoplasias cutâneas estão
relacionadas a alguns fatores de risco,
como o químico (arsênico), a radiação
ionizaste, processo irritativo crônico
(úlcera de Marjolin), genodermatoses
(xeroderma pigmentosum
etc.) e principalmente à exposição ao.
s raios ultravioletas do sol
Câncer de pele é mais comum em
indivíduos com mais de 40 anos sendo
relativamente raro em crianças e negros,
com exceção daqueles que apresentam
doenças cutâneas prévias. Indivíduos de
pele clara, sensível à ação dos raios
solares, ou com doenças
cutâneas prévias são as principais
vitimas do câncer de pele. Os negros
normalmente têm câncer de pele nas
regiões palmares e plantares.
Como a pele é um órgão heterogêneo,
esse tipo de câncer pode apresentar
neoplasias de diferentes linhagens.
Os mais freqüentes são: carcinoma
basocelular, responsável por 70%
dos diagnósticos de câncer de pele,
o carcinoma epidermóide com 25%
dos casos e o melanoma, detectado em
4% dos pacientes. Felizmente o
carcinoma basocelular, mais freqüente,
é também o menos agressivo. Este tipo
e o carcinoma epidermóide são também
chamados de câncer de pele não
melanoma, enquanto o melanoma e
outros tipos, com
origem nos melanócitos, são
denominados de câncer
de pele melanoma.
Confira mais sobre a prevenção do câncer
de pele no site do Inca
Mais comum de todos os tipos de
tumor, tem, anualmente, um
aumento em sua incidência mundial
de 2%. Além do tabagismo, grande
responsável por este tipo de câncer,
existem ainda outros fatores de risco
como: agentes químicos (arsênico,
asbesto, berílio, cromo, níquel...),
baixo consumo de frutas e verduras,
enfisema pulmonar e bronquite crônica,
fatores genéticos e história familiar
de câncer de pulmão. O raio-X de
tórax e a tomografia computadorizada
são métodos de diagnóstico.
Terceiro tipo de tumor mais comum
na população feminina. Em 90% dos
casos tem origem a partir de um vírus,
o HPV - Papiloma Vírus Humano
(sexualmente transmissível).
A pluralidade de parceiros sexuais,
o início da atividade sexual antes dos
18 anos assim como fatores econômico
sócio-ambientais podem determinar
a incidência do tumor.
Segundo tipo de tumor mais incidente
em homens, perdendo apenas para
o câncer de pulmão. Apresenta, na
maioria dos casos, um crescimento
lento, de longo tempo de duplicação,
levando cerca de 15 anos para atingir
1 cm³ e acometendo homens acima de
50 anos de idade.
Desenvolve-se no cólon (intestino grosso)
e reto. Enquanto permanecer no
intestino é tratável com cura freqüente,
acomete na mesma proporção homens
e mulheres. Tem maior incidência na
faixa etária entre 50 e 70 anos e,
segundo o Inca, é o terceiro tipo de
câncer que mais mata no Brasil.
Segundo o Inca, o Câncer de Ovário
é o mais difícil de ser detectado
sendo letal em cerca de 70% dos
casos. Apenas 23% dos casos são
detectados no estágio inicial da
doença, quando a cura ainda é
possível retirando-se o ovário e
o índice de sobrevida atinge 90%.
A maneira de se prevenir à doença
é a realização de exames médicos
e de ultrassonografia. O tratamento
vai depender da fase de desenvolvimento
do tumor, da idade da paciente e das
condições gerais de sua saúde, podendo
serem feito com cirurgia, quimio ou
radioterapia. Entre os fatores de
risco está à história familiar de câncer
de mama, próstata ou cólon, a idade
avançada e a ausência de gestações.
Tipo de câncer mais freqüente em
pessoas brancas, com maior ocorrência
no lábio inferior em relação ao superior.
Representa apenas 5% dos totais de
incidências de Câncer no mundo,
acometendo, em grande parte,
população masculina e tabagista.
O vício de fumar, o consumo de álcool
e a má higiene bucal está entre os
principais fatores de risco para este
tipo de câncer.
Ocorre no canal e margens anais. O
ânus, músculo que controla a saída
das fezes, localiza-se na extremidade
do intestino grosso. Tumores no canal
anal, parte interna, são mais freqüentes
em mulheres, já, na maioria dos homens,
o câncer desenvolve-se na margem anal,
parte externa. Segundo o Instituo Nacional
do Câncer - Inca este tipo de tumor é raro,
representando cerca de 4% de todos os
tipos de câncer que acometem o intestino
grosso.
Pedro de Lara morre aos 82 anos
Pedro de Lara, ex-jurado do extinto Show de Calouros, programa do apresentador Silvio Santos, morreu nesta quinta-feira (13/9/2007), aos 82 anos, no Rio de Janeiro, vítima de câncer de próstata. Lara chegou morto à clínica Climed, no bairro de Irajá (zona norte), por volta do meio-dia. Segundo informações da assessoria do SBT, o ex-jurado se recusava a tratar o câncer.
Ele nasceu no dia 25 de fevereiro de 1925, na cidade de Bom Conselho, em Pernambuco. Pedro de Lara ficou famoso na TV por carregar flores e pela fama de turrão. Também radialista, ele participou como jurado de atrações musicais em outros programas popularescos. A carreira de Pedro de Lara na TV durou aproximadamente 40 anos.

FONTE: http://contigo.abril.com.br/hotnews/index.shtml?55473
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